Diário e novidades
Esta semana fui obrigado a ir de carro para o trabalho, fazendo o percurso da Quinta do Conde ao Miratejo à hora de ponta. Tentei, como sempre, usar os atalhos que costumam estar mais transitáveis mas, mesmo assim, foi isto que encontrei:
Quando vou de transportes públicos levo sensivelmente o mesmo tempo à ida, contando com os 15 minutos a pé da paragem do autocarro ao local de trabalho, e o dobro do tempo à volta… mas vou a ler, ouvir música ou mesmo dormir e não a enervar-me com o trânsito.
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Grandes ideias: A teoria do que é divertido (visto aqui).
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No final desta campanha ouviram-se várias forças políticas apelando ao voto útil. Uns para derrotar a direita, outros para derrotar a esquerda; uns para conseguir a maioria absoluta e outros para a evitar. O voto nessas forças políticas pode realmente ser útil para conseguir os objectivos que se propõem mas a questão é: “será útil para o eleitor?” Quanto a mim, o voto que é verdadeiramente útil é aquele que é feito em quem melhor defende as ideias do votante e para isso é necessário que quem for votar se deixe de medos e vote conscientemente segundo o que pensa sobre como deve ser governado o país durante a próxima legislatura.
Assim, se vais votar, deves analisar o programa (ou pelo menos as ideias principais) de cada partido e reflectir sobre o trabalho passado que esse partido já realizou, nomeadamente em como defendeu as políticas anteriormente expostas. Ou seja, como as defendeu nas ruas quando elas se discutiram, como as propôs ou votou no parlamento, para os partidos que já lá estiveram representados, e o que fez para as implementar nas vezes em que esteve no governo. Só desta forma o voto será útil para quem realmente interessa: tu.
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Não sei definir esta expressão, mas sei que é rara e que faz falta na vida política portuguesa. Faz falta, acima de tudo, alguém que se saiba rir do absurdo da vida e, genuinamente, de si próprio. Já suspeitava que Jerónimo de Sousa seria uma pessoa assim, mas tive a confirmação ao ver a sua entrevista no Gato Fedorento. Não irá mudar o meu sentido de voto, mas deixo aqui a minha vénia a este político:
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( tópicos focados: ambiente, fotografia, pessoal, sociedade )
Ontem a Vanessa fez 11 anos e, para comemorar, fomos visitar o Fluviário de Mora. Chegar lá foi fácil, tendo optado por contrariar a sugestão dos mapas do Google, que me queria mandar pela A2/A6/N2, apanhando antes a N119 de Alcochete para Coruche e depois a N251 até Mora. Este trajecto, apesar de um pouco mais demorado, segundo as contas do Google, é mais curto e mais agradável.
Quanto ao Fluviário, gostei em geral do espaço e da exposição que, apesar de pequena (vê-se em pouco mais de meia hora), está bem apresentada, num local bonito, agradável e limpo e contém uma boa variedade de espécies. Só não gostei, tal como no Oceanário de Lisboa, do espaço dedicado às lontras. É demasiado pequeno e artificial, dando a sensação que os animais estão completamente em stress e vivem uma existência miserável. O mesmo para o espaço da anaconda, tornando estes dois expositores um péssimo exemplo na promoção da conservação da vida selvagem, que penso ser um dos objectivos da organização. A solução é aumentar o espaço ocupado por estes dois expositores (o que, no caso das lontras, é muito difícil) ou simplesmente remover estes animais da exposição.
As fotografias e filmes da minha visita podem ser vistos no flickr.
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Um grupo de professores resolveu fazer as contas e informar-nos em quem devemos votar para tirar José Sócrates do poder. Seria, na minha opinião, uma iniciativa interessante se se limitasse ao campo académico e teórico. No entanto, ao procurar influenciar os eleitores para agirem de acordo com as conclusões do seu estudo, não é mais que uma perversão de toda a lógica da democracia representativa que ainda é o sistema político em que vivemos neste país, só comparável ao argumento do voto útil que outros tentam fazer passar. Este argumento falha pelo menos por estas duas razões:
- Parte do princípio que apenas um partido (ou dois, no caso do voto útil) poderá ganhar as eleições. Independentemente de todos os estudos que se possam fazer a priori, ganhará o partido que obtiver mais mandatos parlamentares, o que é decidido apenas pelos votos dos eleitores no dia do sufrágio. Desta vez, têm quinze quadrados em que podem colocar a cruz e qualquer um dos partidos pode sair vencedor, bastando que consiga angariar mais votos que todos os outros. Não há vencedores antecipados.
- Tenta convencer-nos a votar contra um partido — melhor, contra uma pessoa. No nosso sistema político é suposto que nas eleições se vote no partido cujo programa político mais se aproxime das nossas ideias de como se deve governar o país. Se estiverem indecisos podem, por exemplo, usar a Bússola Eleitoral, porque ao votar inconscientemente ou apenas contra alguém estarão a falsear os resultados, na verdade fazendo com que a vossa opinião não conte. Só se todos votarmos em quem acreditamos teremos um parlamento que seja verdadeiramente representativo do sentir da população portuguesa.
Estranho que haja professores a pensar e, principalmente, a manifestar-se desta forma. Não só estranho como fico com receio, porque tenho uma filha no sexto ano e os professores representarão certamente uma influência importante na construção da sua personalidade.
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Agora que o tema do TGV parece ter finalmente passado de moda, relembro alguns dos argumentos estranhos que foram defendidos nesta campanha eleitoral.
- “O TGV só daria empregos a imigrantes africanos e de leste“. Quem usou este argumento parece esquecer-se que só é usado trabalho imigrante quando não há trabalhadores nacionais para a mesma função pelo mesmo preço. A não ser que os imigrantes estejam em situação ilegal, mas aí entramos num caso do dever de fiscalização do estado, em especial nas obras públicas que são de sua responsabilidade. Esqueceram-se também que o TGV significa trabalho mesmo depois de terminada a construção das linhas férreas e estações — na sua manutenção e operação, na operação e manutenção das composições e em todas as pequenas e médias empresas (cá está, também eu as usei) que poderiam beneficiar com este empreendimento (estou a lembrar-me, por exemplo, de empresas de catering).
- “O TGV serve apenas os interesses espanhóis“. O Gato Fedorento colocou esta questão sob o prisma correcto ao afirmar que os espanhóis não precisarão com toda a certeza do TGV para se implantarem no nosso país — já o fizeram. Ambos os países beneficiarão com ele, mas mais Portugal, que só passando por Espanha conseguirá uma ligação à rede ferroviária de alta velocidade europeia.
- “Com o TGV ficamos mais perto do centro da Europa“, como parece ter querido fazer passar o nosso primeiro ministro ao deslocar-se de TGV entre Paris e Bruxelas. Será que nos querem fazer acreditar que o comboio é mais rápido ou mais barato do que o avião para chegar a Bruxelas, Estugarda ou qualquer outra cidade da Europa que não se situe na Península Ibérica?
Continuo sem opinião definida sobre este assunto e, convenhamos, não é com este tipo de argumentos que me vão esclarecer…
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Estive a colocar mais umas digitalizações de fotos antigas no Flickr e deparei com esta fotografia que está cheia de referências à minha vida naquela altura, quando vivia num T1 na Rua Bento de Jesus Caraça no Laranjeiro. Cliquem na foto para ir para a página da foto no Flickr, onde poderão aceder às anotações descritivas dos vários elementos.
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Diz o Francisco Santos:
Eu, se tivesse mais dinheiro se calhar também fazia PPR e meia dúzia de seguros de vida para toda a família. Também comprava outra casa (como mais despesas em habitação) e comprava uns painéis solares e uns carros eléctricos. Se tivesse mais dinheiro, se calhar também punha as criancinhas num colégio especial, comprava-lhes uma data de computadores de último modelo e a última edição de cada dicionário disponível em Portugal. Se tivesse mais dinheiro fazia uma operação laser em vez de andar com óculos. Se calhar até ia a alguma clínica tirar um sinal pouco estético que tenho na pele.
Enfim, se eu tivesse mais dinheiro teria um monte de benefícios fiscais.
Acho que tem razão.
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