Voto útil
No final desta campanha ouviram-se várias forças políticas apelando ao voto útil. Uns para derrotar a direita, outros para derrotar a esquerda; uns para conseguir a maioria absoluta e outros para a evitar. O voto nessas forças políticas pode realmente ser útil para conseguir os objectivos que se propõem mas a questão é: “será útil para o eleitor?” Quanto a mim, o voto que é verdadeiramente útil é aquele que é feito em quem melhor defende as ideias do votante e para isso é necessário que quem for votar se deixe de medos e vote conscientemente segundo o que pensa sobre como deve ser governado o país durante a próxima legislatura.
Assim, se vais votar, deves analisar o programa (ou pelo menos as ideias principais) de cada partido e reflectir sobre o trabalho passado que esse partido já realizou, nomeadamente em como defendeu as políticas anteriormente expostas. Ou seja, como as defendeu nas ruas quando elas se discutiram, como as propôs ou votou no parlamento, para os partidos que já lá estiveram representados, e o que fez para as implementar nas vezes em que esteve no governo. Só desta forma o voto será útil para quem realmente interessa: tu.




Um comentário:
Isso do voto útil é coisa de propaganda eleitoral, que nem merece muitos comentários.
Se quisessem fazer algo para todos os votos serem ainda mais úteis, podiam criar um círculo nacional que reunisse todos os votos que se “perdem” em certos distritos sem eleger ninguém.
Quanto à minha sugestão sobre estas eleições, clica no meu nome acima.
Realço apenas que desde o início do actual regime constitucional, há 33 anos, o primeiro-ministro tem sido sempre de um dos dois partidos gémeos: PS e PSD. Acho que devia ser dada oportunidade a outros para mostrarem o que valem.
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