Se tivesse mais dinheiro, tinha um monte de benefícios fiscais
Diz o Francisco Santos:
Eu, se tivesse mais dinheiro se calhar também fazia PPR e meia dúzia de seguros de vida para toda a família. Também comprava outra casa (como mais despesas em habitação) e comprava uns painéis solares e uns carros eléctricos. Se tivesse mais dinheiro, se calhar também punha as criancinhas num colégio especial, comprava-lhes uma data de computadores de último modelo e a última edição de cada dicionário disponível em Portugal. Se tivesse mais dinheiro fazia uma operação laser em vez de andar com óculos. Se calhar até ia a alguma clínica tirar um sinal pouco estético que tenho na pele.
Enfim, se eu tivesse mais dinheiro teria um monte de benefícios fiscais.
Acho que tem razão.




3 comentários:
Não tem… até pq há limites muito baixos às deduções (menos de 20% salvo erro), quem gastasse em tudo isso certamente não era pelas deduções no IRS.
Não tem, porque (para além dos baixos limites à dedução já referidos) o que irias gastar é sempre superior aquilo que te reembolsam.
Os comentários do João e do Diogo não contradizem o que foi referido antes. É óbvio que os gastos são sempre superiores ao reembolso. Se fosse ao contrário (e possível) já estaríamos todos ricos.
O que está em causa não é “ganharmos” muito ou pouco com os benefícios fiscais. O que está em causa é o Estado devolver mais dinheiro dos impostos a quem menos precisa, ou seja a quem tem dinheiro disponível para aqueles gastos.
Por isso, teoricamente, concordo com a proposta do BE, muito utópica, de acabar com os benefícios fiscais em áreas onde há serviços públicos disponíveis (e teoricamente gratuitos). A ideia é que, havendo serviços públicos grátis, ninguém teria necessidade benefícios fiscais, nem mesmo quem os quisesse pagar no privado. Quem tivesse problema em pagar o privado (sem benefícios fiscais), podia muito bem ir ao serviço público gratuito.
Não consigo entender como é que quase todos os comentadores de serviço, bloguistas, jornalistas, etc, acham que isto é contra a classe média. Se tiverem alguma influência e a maioria das pessoas não pensar pela sua sua cabeça, com esta ladainha sobre a classe média e a pretensa exclusividade na defesa da esquerda, acho que o Sócrates já ganhou. Se calhar desta vez é que tenho que emigrar.
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