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Se tivesse mais dinheiro, tinha um monte de benefícios fiscais

Publicado em 11 de Setembro de 2009 às 0:08 por António
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3 comentários:

Em 11 de Setembro de 2009 às 10:06, Diogo Gomes escreveu:

Não tem… até pq há limites muito baixos às deduções (menos de 20% salvo erro), quem gastasse em tudo isso certamente não era pelas deduções no IRS.


Em 11 de Setembro de 2009 às 13:03, João Silva escreveu:

Não tem, porque (para além dos baixos limites à dedução já referidos) o que irias gastar é sempre superior aquilo que te reembolsam.


Em 11 de Setembro de 2009 às 13:54, Francisco Santos escreveu:

Os comentários do João e do Diogo não contradizem o que foi referido antes. É óbvio que os gastos são sempre superiores ao reembolso. Se fosse ao contrário (e possível) já estaríamos todos ricos.
O que está em causa não é “ganharmos” muito ou pouco com os benefícios fiscais. O que está em causa é o Estado devolver mais dinheiro dos impostos a quem menos precisa, ou seja a quem tem dinheiro disponível para aqueles gastos.
Por isso, teoricamente, concordo com a proposta do BE, muito utópica, de acabar com os benefícios fiscais em áreas onde há serviços públicos disponíveis (e teoricamente gratuitos). A ideia é que, havendo serviços públicos grátis, ninguém teria necessidade benefícios fiscais, nem mesmo quem os quisesse pagar no privado. Quem tivesse problema em pagar o privado (sem benefícios fiscais), podia muito bem ir ao serviço público gratuito.
Não consigo entender como é que quase todos os comentadores de serviço, bloguistas, jornalistas, etc, acham que isto é contra a classe média. Se tiverem alguma influência e a maioria das pessoas não pensar pela sua sua cabeça, com esta ladainha sobre a classe média e a pretensa exclusividade na defesa da esquerda, acho que o Sócrates já ganhou. Se calhar desta vez é que tenho que emigrar.


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