Teoria da conspiração recursiva
Publicado em 4 de Setembro de 2009 às 18:17 por António
( tópicos focados: humor, política, sociedade )
( tópicos focados: humor, política, sociedade )
- É óbvio que foi por influência do PS que foi cancelado o Jornal de Sexta.
- Pensando bem, eles não seriam estúpidos a esse ponto, já que sabiam perfeitamente que iriam ser os principais suspeitos. Assim, é óbvio que foram influências do PSD que levaram ao fim desse noticiário, para causar problemas ao PS.
- Por outro lado, no PS sabia-se perfeitamente que ninguém admitiria como possível tamanha estupidez da sua parte, tendo por isso influenciado a direcção da Prisa para terminar o programa.
- É claro que no PSD também se poderia imaginar o cenário anterior, tendo por essa razão tomado a iniciativa de influenciar a direcção da empresa para pôr fim ao Jornal de Sexta.
- …




5 comentários:
Devo ser eu que tenho pouca capacidade intelectual, mas esta é mais uma daquelas que eu não percebo qual é o problema.
1. Há uma empresa privada que mudou o produto que vende.
2. Mudou porque alguém pressionou ou pediu (PS ou PSD)? Se a empresa é privada, qual é o problema que ceda a pressões? Só cede se quiser.
3. Se as empresas de comunicação privadas tomam partido por determinadas correntes políticas, qual é problema? Acontece em vários países. Torna tudo mais simples.
4. Se a empresa de comunicação for pública, aí já exijo isenção, imparcialidade e apartidarismo. Por exemplo, tal não aconteceu recentemente com a empresa pública RTP-África. Houve umas entrevistas na RTP-1 aos líderes partidários; a RTP-África só transmitiu a do Sócrates.
[...] Dias que não resisto a transcrever, dado que a sua recursividade me “captou”: Teoria da conspiração recursiva Publicado em 4 de Setembro de 2009 às 18:17 por António ( tópicos focados: humor, política, [...]
Francisco Santos, o problema é apenas um — em Portugal é ilegal uma direcção de uma empresa de comunicação social influenciar os conteúdos de um programa de informação. Não que eu esteja contra o fim deste programa em especial (quanto a mim já vai tarde), mas se a direcção da empresa não estava contente com este programa deveria ter nomeado uma direcção de informação que estivesse de acordo com as suas ideias.
Eu estarei em Portugal durante as eleições, se ainda estiver nas listas vou votar. Para mim, desde há muito tempo que o jornal da sexta com aquela jornalista, não são notícias (ainda antes de PS no Gov.). Desde quando os jornalistas dão comentários às notícias que noticiam. Não é só política, a mulher comentava desde a avozinha que foi roubada, até à frota pesqueira, dizendo “assim vão as coisas”, ou apontava logo o dedo. etc … A isso chama-se “por as ideias nas cabeças das pessoas”. As pessoas é que devem formular a sua opinião quando confrontadas com uma notícia. Na próxima legislatura vai provavelmente ter o seu lugar de volta.
Apesar que o facto de agora ser cancelado, parece-me mais oportunismo da oposição (contra-informação), e do actual programa do PSD que consiste na nova: “actual asfixia democrática”, no entanto não dizem nada de jeito (pelo menos na entrevista na TV, F.L. não disse nada de jeito). PSD em programação é como uma função “void get_PSD(int votos)”
Mas o mais certo se o PS perder é o PSD que ganha. Há uma boa parte da população nesta maré de rotação bi-partidária.
Só há uma real asfixia democrática se não se poder votar no final de 4 anos.
Dias, dizes que o problema é apenas um (”em Portugal é ilegal uma direcção de uma empresa de comunicação social influenciar os conteúdos de um programa de informação”). Se é assim, acho que a lei devia ser diferente, em relação a empresas privadas. Além disso, é óbvio que essa lei não se cumpre, nem sequer nas empresas de comunicação públicas, quanto mais nas privadas.
Por outro lado dizes que “se a direcção da empresa não estava contente com este programa deveria ter nomeado uma direcção de informação que estivesse de acordo com as suas ideias”. Bom, se isso também não é ilegal, então é uma maneira legal de contornar a tal ilegalidade que referes inicialmente.
Mas se fosse a direcção de informação a ser pressionada e acabar com o programa já estaria tudo bem?
Bom, se então o problema é apenas um, suponho que concordas com tudo o resto que penso sobre isto: que haja liberdade de pressionar ou tentar influenciar; que os meios de comunicação privados tenham liberdade de tomar posições políticas e partidárias; que isenção, imparcialidade e apartidarismo sejam exigidos apenas às empresas públicas.
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