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Teoria da conspiração recursiva

Publicado em 4 de Setembro de 2009 às 18:17 por António
( tópicos focados: , , )
  1. É óbvio que foi por influência do PS que foi cancelado o Jornal de Sexta.
  2. Pensando bem, eles não seriam estúpidos a esse ponto, já que sabiam perfeitamente que iriam ser os principais suspeitos.  Assim, é óbvio que foram influências do PSD que levaram ao fim desse noticiário, para causar problemas ao PS.
  3. Por outro lado, no PS sabia-se perfeitamente que ninguém admitiria como possível tamanha estupidez da sua parte, tendo por isso influenciado a direcção da Prisa para terminar o programa.
  4. É claro que no PSD também se poderia imaginar o cenário anterior, tendo por essa razão tomado a iniciativa de influenciar a direcção da empresa para pôr fim ao Jornal de Sexta.

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5 comentários:

Em 5 de Setembro de 2009 às 17:54, Francisco Santos escreveu:

Devo ser eu que tenho pouca capacidade intelectual, mas esta é mais uma daquelas que eu não percebo qual é o problema.
1. Há uma empresa privada que mudou o produto que vende.
2. Mudou porque alguém pressionou ou pediu (PS ou PSD)? Se a empresa é privada, qual é o problema que ceda a pressões? Só cede se quiser.
3. Se as empresas de comunicação privadas tomam partido por determinadas correntes políticas, qual é problema? Acontece em vários países. Torna tudo mais simples.
4. Se a empresa de comunicação for pública, aí já exijo isenção, imparcialidade e apartidarismo. Por exemplo, tal não aconteceu recentemente com a empresa pública RTP-África. Houve umas entrevistas na RTP-1 aos líderes partidários; a RTP-África só transmitiu a do Sócrates.


Em 5 de Setembro de 2009 às 21:37, [Durão's Blog - ~/me@Online]$ » A semana e a Manuela Moura Guedes… escreveu:

[...] Dias que não resisto a transcrever, dado que a sua recursividade me “captou”: Teoria da conspiração recursiva Publicado em 4 de Setembro de 2009 às 18:17 por António ( tópicos focados: humor, política, [...]


Em 6 de Setembro de 2009 às 23:16, António escreveu:

Francisco Santos, o problema é apenas um — em Portugal é ilegal uma direcção de uma empresa de comunicação social influenciar os conteúdos de um programa de informação. Não que eu esteja contra o fim deste programa em especial (quanto a mim já vai tarde), mas se a direcção da empresa não estava contente com este programa deveria ter nomeado uma direcção de informação que estivesse de acordo com as suas ideias.


Em 7 de Setembro de 2009 às 13:35, Rui Vilela escreveu:

Eu estarei em Portugal durante as eleições, se ainda estiver nas listas vou votar. Para mim, desde há muito tempo que o jornal da sexta com aquela jornalista, não são notícias (ainda antes de PS no Gov.). Desde quando os jornalistas dão comentários às notícias que noticiam. Não é só política, a mulher comentava desde a avozinha que foi roubada, até à frota pesqueira, dizendo “assim vão as coisas”, ou apontava logo o dedo. etc … A isso chama-se “por as ideias nas cabeças das pessoas”. As pessoas é que devem formular a sua opinião quando confrontadas com uma notícia. Na próxima legislatura vai provavelmente ter o seu lugar de volta.

Apesar que o facto de agora ser cancelado, parece-me mais oportunismo da oposição (contra-informação), e do actual programa do PSD que consiste na nova: “actual asfixia democrática”, no entanto não dizem nada de jeito (pelo menos na entrevista na TV, F.L. não disse nada de jeito). PSD em programação é como uma função “void get_PSD(int votos)”

Mas o mais certo se o PS perder é o PSD que ganha. Há uma boa parte da população nesta maré de rotação bi-partidária.
Só há uma real asfixia democrática se não se poder votar no final de 4 anos.


Em 7 de Setembro de 2009 às 14:37, Francisco Santos escreveu:

Dias, dizes que o problema é apenas um (”em Portugal é ilegal uma direcção de uma empresa de comunicação social influenciar os conteúdos de um programa de informação”). Se é assim, acho que a lei devia ser diferente, em relação a empresas privadas. Além disso, é óbvio que essa lei não se cumpre, nem sequer nas empresas de comunicação públicas, quanto mais nas privadas.
Por outro lado dizes que “se a direcção da empresa não estava contente com este programa deveria ter nomeado uma direcção de informação que estivesse de acordo com as suas ideias”. Bom, se isso também não é ilegal, então é uma maneira legal de contornar a tal ilegalidade que referes inicialmente.
Mas se fosse a direcção de informação a ser pressionada e acabar com o programa já estaria tudo bem?
Bom, se então o problema é apenas um, suponho que concordas com tudo o resto que penso sobre isto: que haja liberdade de pressionar ou tentar influenciar; que os meios de comunicação privados tenham liberdade de tomar posições políticas e partidárias; que isenção, imparcialidade e apartidarismo sejam exigidos apenas às empresas públicas.


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